04 de Fevereiro de 2011

Já tinha ouvido o termo, mas infelizmente associei a designação ao conceito errado. Não se trata como pensava de algo que refere o derreter de icebergs ou mesmo de gelo que está em terra mas à superfície.

 

Permafrost designa uma camada de terra, rochas (e também a nossa famosa amiga H20, naturalmente), permanentemente congelados. Toda esta camada camada está coberta por uma outra camada de gelo e neve que, se no inverno chega a atingir 300 metros de profundidade em alguns locais. No Verão, ao derreter,  reduz-se para de 0,5 a 2 metros, tornando a superfície do solo pantanosa, uma vez que as águas não são absorvidas pelo solo congelado.

 

A designação de permanente está cada vez mais a terminar. No vídeo que publiquei há uns tempos também sob o tópico "O Dia em que o Gelo Derreteu" e cuja versão completa também disponibilizei neste blog, têm também uma explicação sobre o que sucede.

 

Esta camada tida como impermeável revelou,  ao ser analisada em mais detalhe, que existe no meio de toda esta entremeada uma enorme reserva de gás metano, cujo efeito de estufa é cerca de 30 vezes mais potente do que o dióxido de carbono. Esta descoberta foi realizada através de uma perfuração na camada de permafrost existente.

 

O amigo CO2 já há muito que é apelidado do nosso "cobertor universal" dadas as condições de reflector de calor que apresenta. Essencialmente, estas propriedades o que definem é que ele apesar de ser a suposta origem do efeito de estufa, tem de existir. Todos nós precisamos de um cobertor quentinho caso contrário toda a nossa casinha (o planeta Terra) seria um enorme pedaço de gelo inabitável.

Portanto, ainda que em quantidades pequenas, estes gases têm de existir.

 

O problema surge quando existem em quantidades acima do razoável. O cobertor aquece demais e depois vem em catadupa mais um acelerador daquilo que mantém em equilíbrio o lado quentinho e o lado fresquinho deste nosso ambiente azul.

 

Hoje em dia em partes de (1 para 1 milhão), temos cerca de 100 para 1 milhão vezes mais CO2 na atmosfera do que na altura da revolução industrial. A tendência é para piorar (falamos de mais do dobro do problema actual) assim numa próxima meia dúzia de anos!

 

Ora se assim for, juntem a este efeito o derreter de permafrost libertando um metano 30x mais potente que o já conhecido dióxido de carbono e vejam bem o potencial que temos em não só ver o Pólo Norte a desaparecer, toda a nossa vida alagada mas também vivermos em estufa permanente até sermos levados à extinção.

 

É grave meus amigos... MUITO GRAVE!

publicado por pintolaranja às 18:10

Levem o Pinto Laranja ao Pólo Norte!


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